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						A Microsoft vem anunciando já há algum tempo para clientes e parceiros que o Windows XP chegará ao fim de suporte no dia 8 de abril deste ano. Na prática isto significa que a partir desta data usuários do Windows XP não receberão novas atualizações de segurança e hotfixes, e os canais de suporte da Microsoft (tanto pagos como gratuitos) não atenderão mais chamados relacionados a este sistema operacional.
						
						Este momento nos leva a algumas reflexões...]]></description>
         <pubDate>Sat, 01 Feb 2014 01:48:00 +0100</pubDate>
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	<tbody>
		<tr>
			<td>
			<table cellpadding="0" cellspacing="0" tabindex="-1" width="100%">
				<tbody>
					<tr>
						<td style="font-family: Segoe UI, Verdana, Geneva, sans-serif;" width="82%"><strong>A Microsoft vem anunciando já há algum tempo para clientes e parceiros que o Windows XP chegará ao fim de suporte no dia 8 de abril deste ano. Na prática isto significa que a partir desta data usuários do Windows XP não receberão novas atualizações de segurança e hotfixes, e os canais de suporte da Microsoft (tanto pagos como gratuitos) não atenderão mais chamados relacionados a este sistema operacional.<br>
						<br>
						Este momento nos leva a algumas reflexões interessantes. Lançado em 2001, o Windows XP é considerado por muitos o melhor Windows que a Microsoft já fez. Observo isto em conversas com amigos e em comentários postados na Internet. Mas ele não obteve esta popularidade no início do seu ciclo de vida, como podemos observar nesta coletânea de artigos sobre o XP organizada pelo Ed Bott no site ZDNet: <a href="http://click.email.microsoftemail.com/?qs=ca204e9dce9526fdf34c37fa603c1a42eb452d930a401b89f65970ed4016e5309bd8729817f229b6" tabindex="-1" target="_parent" title="http://click.email.microsoftemail.com/?qs=ca204e9dce9526fdf34c37fa603c1a42eb452d930a401b89f65970ed4016e5309bd8729817f229b6">http://www.zdnet.com/windows-8-is-the-new-xp-7000006095/</a>.<br>
						<br>
						Neste artigo o autor traça um interessante paralelo entre o Windows XP e o Windows 8. Em ambos os casos diversos usuários criticaram a nova interface, e diversos jornalistas escreveram artigos comentando sobre a baixa penetração da nova versão do Windows nos ambientes corporativos.<br>
						<br>
						Esta comparação é interessante porque nos mostra alguns comportamentos que são inerentes ao ser humano e à forma como as empresas funcionam. Muitas pessoas alegam ser favoráveis à inovação mas se mostram resistentes quando esta inovação implica em mudanças (o que quase sempre é o caso). Quando nos acostumamos a fazer algo de uma determinada forma, normalmente temos dificuldades em mudar este costume. Isto vale para diversos aspectos da nossa vida cotidiana, e o uso do computador não é exceção.<br>
						<br>
						Outro exemplo disto relacionado com a Microsoft foi a introdução da interface 'Ribbon' no Office 2007. Após diversos estudos de usabilidade a Microsoft concluiu que muitos recursos dos programas da suíte Office não eram usados porque os usuários simplesmente não sabiam que eles existiam. A interface 'Ribbon' diminuiu a profundidade dos menus ao expôr estes recursos de forma mais direta. Passada a fase de transição e adaptação, hoje podemos afirmar seguramente que é uma interface muito mais eficiente e produtiva. Mas na época sua introdução foi controversa e alvo de diversas críticas.<br>
						<br>
						A baixa penetração de novas versões do Windows em empresas se dá em função dos ciclos corporativos de atualização de seus parques tecnológicos, que não seguem necessariamente o ritmo de inovação dos fabricantes de hardware e software. Grandes empresas podem possuir dezenas ou centenas de milhares de aplicações, usadas em inúmeros departamentos. Um projeto de atualização de um parque desta magnitude não é trivial e tem implicações financeiras, organizacionais e muitas vezes culturais.<br>
						<br>
						A conclusão a que podemos chegar é que o índice de popularidade de um sistema operacional não deve ser medido logo no início do seu ciclo de vida, sob risco de se perder a perspectiva de médio e longo prazo. Não me surpreenderei se daqui a alguns anos a Microsoft introduzir algum novo modelo de interface para o Windows e os usuários que hoje criticam o Windows 8 disserem que "bom mesmo é o Windows 8"...</strong><br>
						&nbsp;</td>
					</tr>
				</tbody>
			</table>
			</td>
			<td>&nbsp;</td>
		</tr>
	</tbody>
</table>
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